todos os dias escolhemos vestir uma  roupa, todas elas provenientes de recursos da natureza e das mãos de mulheres.

todos os dias esquecemos disso.

 

PONTO DE PARTIDA

E se as roupas surgissem da satisfação de

dizer ‘fui eu que fiz’ e não do desgaste e

da exploração de mulheres?

Esse foi o nosso ponto de partida. Há 4 anos surgia um processo de criação de roupas artesanais que com linha e agulha transforma

a vida de todas as 40 mulheres envolvidas.

 

O Projeto Fio nasceu em 2017, fruto das insatisfações das sócias fundadoras Ana Luiza Nigri, Marina Bittencourt e Olivia Silveira, com a indústria da moda extremamente desigual, machista e exploradora, e da vontade mútua de impactar a vida de mulheres através do feito à mão. Passamos o início de nossas carreiras observando mulheres trabalhando em fábricas insalubres, com jornadas de trabalho de 12h por dia, por salários muitas vezes desconhecidos. Cansadas de compactuar com uma indústria que crescia sob nossos olhos pautada na exploração da mão de obra feminina, começamos a nos questionar como poderíamos fazer diferente.

PROPÓSITO

O propósito do Fio é reinserir mulheres marginalizadas e invisibilizadas pela sociedade através da moda. Para nós,

tão importante quanto desenhar um produto que agrade o consumidor é criar um sistema que agrade suas produtoras.

 

Ao invés de trabalhar com grandes fábricas, trabalhamos com pequenos encontros de capacitação. Ao invés de correr contra o tempo e investir em maquinários automatizados, valorizamos a pequena produtora, o manual, o artesanal e o que leva tempo

e dedicação para ser feito à mão. Partimos dos termos das mulheres que o fio engloba, desenhando um sistema onde nossas bordadeiras possam trabalhar

de casa, no tempo e local que for melhor para elas.

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O QUE SOMOS

O Projeto Fio é um negócio social que capacita mulheres no bordado através de técnicas de arte-educação

e arteterapia em comunidades do Rio. Em parceria com

a iniciativa Transborda Rio, damos aulas semanais nas comunidades da Maré e da Tijuquinha, onde as alunas desenvolvem a técnica do bordado e se fortalecem individualmente e como grupo de artesãs.

Desenvolvemos a arteterapia com grupos de mulheres no sentido de convidá-las a atuar conscientemente com sua expressão e inventividade e contribuir para a instauração de um processo de empoderamento e auto-estima.

 
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CAPACITAÇÃO E ARTETERAPIA

No trabalho arteterapêutico, as alunas passam a criar e nutrir-se dessa criação. Os traumas e dificuldades podem ser acolhidos e reparados pela experiência criativa, possibilitando que vejam suas histórias ressignificadas e se percebam como agentes de transformação de suas realidades e entorno.

Uma vez capacitadas, as bordadeiras podem bordar para a marca Projeto Fio - é uma escolha de cada uma delas. Junto à marca  podem trabalhar de casa, escolhendo quais peças bordar, qual a quantidade

de trabalho desempenhar e em quanto tempo realizar. Afinal, entendemos que o bordado tem um tempo próprio, o tempo da vida e das mãos de cada uma das bordadeiras.

Entendemos a moda e a arte como ferramentas de transformação social e empoderamento feminino.

E enxergamos no artesanato tanto uma maneira

de proteger nossa herança cultural, quanto de gerar renda digna e segura para mulheres marginalizadas e desenvolver o empreendedorismo feminino.

 
 
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PARCEIROS

Nossas aulas de capacitação hoje em dia ocorrem em duas comunidades, na Maré - em parceria com o Redes da Maré, na Casa das Mulheres, e na Tijuquinha, em parceria com o projeto Baalaka Social. Trabalhamos em conjunto com as arteterapeutas do projeto Transborda Rio e damos aulas semanais nesses espaços.

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BORDADO NA CONTRA-MÃO

Escolhemos o bordado por ele ir na contra-mão do mercado maquinado e pautado pelo fast fashion que predomina hoje. Bordado é uma técnica que pede tempo - ela nos lembra do passado de uma forma nostálgica, e demanda um olhar pelos detalhes, tanto de quem faz quanto de quem aprecia. É uma técnica que fala de individualidade, das diferenças que moram na pontas dos dedos. Escolhemos bordar, por precisar apenas de três ferramentas:

Agulha, linha e tempo.

Escolhemos ensinar o bordado porque é algo que estava se perdendo, e por ter sua base totalmente pautada na contação de histórias feminina. 

É uma técnica manual, artesanal e terapêutica, através

da qual as alunas da capacitação ganham criatividade, autoestima, ferramentas de socialização, renda e uma ponte com a arte.  É uma atividade que resgata memórias, trabalha a paciência e a concentração, e uma ferramenta que permite que contem suas histórias.

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QUEM SOMOS

 4 sócias que formam a equipe de design, comunicação, criação, produção, logística

e financeiro. Ana Luiza Nigri, Leticia Ozorio,

Marina Canesin Bittencourt e Olivia Silveira.

15 bordadeiras que bordam ativamente as peças do Projeto Fio

Três costureiros parceiros responsáveis pela nossa produção; Jaciara, Francisco, Ana e Vera.

 

4 arte educadoras Olivia Silveira, Marina Canesin Bittencourt, Luciana Silveira e Isabela Silveira, parceiras do projeto Transborda Rio

 

E mais de 30 mulheres que participam dos nossos encontros de bordado e arte-terapia.

 
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MATERIAIS​ E MODELOS

Trabalhamos apenas com tecidos naturais, como o linho e o algodão, poucas modelagens e diversos motivos diferentes. A ideia é que as peças sirvam como uma moldura para receber o bordado, evitando sobras e excedentes. As roupas começam todas iguais e ganham forma através dos bordado, a diferença entre elas está na história que cada mão conta.

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